"Lírios brancos para a Marquesa", espetáculo teatral que revive os tempos do Brasil Império e leva ao Museu do I Reinado, no Bairro Imperial de São Cristóvão, a influência histórica desta incrível personagem que é Domitila de Castro e Canto Melo, a Marquesa de Santos.

Direção e texto original: Beth Araújo

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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Uma apresentação

Domitila de Castro Canto e Mello é quase um mito.

Uma das mulheres mais discutidas do Brasil Império, a bela dama paulista, imortalizada como a Marquesa de Santos, ganhou popularidade devido ao seu romance com D. Pedro I, então Príncipe Regente do Brasil e marido da Princesa D. Leopoldina de Habsburgo.

Com 25 anos, D. Pedro I transferiu Domitila e sua família para o Rio de janeiro, instalando-os todos num luxuoso Palacete em São Cristóvão, conhecido como Solar da Marquesa.

Solar da Marquesa, em São Cristóvão
Em sua longa existência (1797-1867), Domitila recebeu os títulos nobiliárquicos de Viscondessa e Marquesa de Santos, respectivamente. Bela, adulada e sedutora, Domitila quase se tornou Imperatriz de fato, para desespero de ministros e políticos, que temiam seu poder junto ao Príncipe.

No ardor da mocidade despertou em Pedro uma paixão avassaladora. O tórrido romance durou de 1822 a 1829. O final deveu-se ao casamento de Pedro I com D. Amélia. Preterida, Domitila deixou a corte e voltou para São Paulo.

Em 1842 casa-se com o rico Coronel Rafael Tobias de Aguiar. No passar dos anos foi considerada “a dama de maior prestígio e atividade social de São Paulo”. Nos salões de seu palacete promovia reuniões dançantes e bailes de máscaras, onde sentada numa cadeira denominada “o trono da Marquesa” revivia as glórias do passado. Ao mesmo tempo ajudava e cuidava dos necessitados com doações e obras de caridade.

A favorita do Imperador morreu no dia 23 de fevereiro de 1867, aos 70 anos de idade.

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